segunda-feira, 21 de setembro de 2026

lançamento do livro _^_ branco

 



Enfim...
É com muito orgulho que apresento a vocês "a ciranda dos desesperados", obra que finaliza a trilogia sobre cidade, tempo e finitude.
Este volume trilhou um caminho distinto desde o anterior, "poemas de gaveta". Entre as duas publicações, visitei lugares profundos onde o corpo físico perde o protagonismo para dar espaço ao imagético, ao sensorial e ao que estava oculto. Portanto, nestas páginas que agora compartilho, não há desespero, mas sim urgência; não existem atalhos, apenas caminhos.
Se o caminho foi uma travessia entre a vida e a morte, o livro, embora mantenha a essência do meu estilo, também se renovou. Ele traz o sentimento de que finalmente chegamos ao ponto onde nos encontramos com nós mesmos e percebemos que nada foi perdido. Foi preciso pecar para, enfim, conhecer o perdão autêntico.
É isto que ofereço a vocês: uma obra honesta e profunda dentro das minhas limitações humanas. Um trabalho pensado para os amigos que hoje são lembranças e aqueles que continuaram e estão pela vida fazendo a minha vida valer a pena.
Finalmente, o fim desta estrada está próximo. Com a certeza de que nada foi deixado para trás, é hora de colocar a mochila no chão para, enfim, contemplar o meu próprio pôr do sol.
branco



Para garantir o seu exemplar:
  • E-mail: brancowilson@gmail.com
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segunda-feira, 30 de março de 2026

algumas coisas sobre mesas de boteco _^_ branco

 




do corporativismo

penso que o pior de todos

é o acadêmico

sentam-se em mesinhas de boteco

e discutem por longas horas

fatos e fotos

dos quais não têm a menor ideia

mas sempre têm

uma solução para o mundo

seus dogmas são intocáveis

e seus altares imutáveis

impassíveis

irrevogáveis

são suas decisões

 

ao contrário de outros

— como o tabaco

a farmacêutica

ou empreiteiras

que

comprovadamente

sugam e matam pessoas —

o acadêmico é autoflagelante

pois cada vez mais

se limita a regras e formatos

que o diminui

o que parece ser uma contradição

crê-se a supremacia intelectual

pobres coitados

não têm a mínima ideia da concepção

corporativista a que me refiro

 

 

 

 

 

 

e chico não devolveu o jabuti


©2026 do autor

℗2026 genoma

ilustração/foto internet








segunda-feira, 23 de março de 2026

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

eras _^_ branco

       eras 

 

vazio

luz

que chega

e se espalha

por toda e qualquer noite

nossa segunda chance

é o motivo

de estarmos aqui

 

plenitude

sorrindo

através das eras

ondas que nos acalentam

de forma suave e calma

corações curados

é o motivo

de estarmos aqui

 

- desde o princípio

quando tudo era  o sentido –

 

triunfo

poder

e nossas almas

são preenchidas

com espíritos de paz

e todas as línguas

dizem em uníssono

este é o motivo

de estarmos aqui

 

nascente

poente

até mesmo

o mais insignificante

grão de areia

emana enlevo e êxtase

mesmo tão pequenos

são indispensáveis

para formar toda a tapeçaria



foto : relógio do avô/pai sobre folha de rascunho

por  : branco

© 2025 do autor

℗genoma





segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

segunda-feira, 18 de agosto de 2025

sorriso de feira _^_ branco



apaguei todas as estrelas

antes

quero a escuridão

cortei as pontas das minhas asas

perdi a vontade de voar

joguei fora o último pedaço de bolo

a festa acabou

afastei meus olhos das velhas fotografias

já não me servem de consolo

 

— todas têm seu rosto

capturas de alegrias informais

felicidade descomplicada

no seu vestido de domingo

acenos ao vento

cabelos em desalinho –

 

abracei minha tristeza

com maturidade e certa elegância

continuei com meu rosto alegre

enquanto explosões internas me dilaceravam

respondi todos os “bons-dias”

mas na verdade

é impossível esquecer suas chegadas

ou de quando você se vestia 

com seu sorriso de feira

 

não sou o que fui

e mesmo após tanto tempo

ainda sinto seus abraços

e na dúvida se era amor

procurei outros caminhos

mas ao fim do prazo

 — afirmo

o impossível

desde o princípio

salsa sálvia alecrim e tomilho -

era você.


Dedicado a Luzimar, meu bom amigo e autor do prefácio do livro 7. Foi com a sua ajuda que a jornada começou. Ele certamente odiaria este poema, pois éramos movidos por provocações. Fique bem, irmãozinho.


ilustração: feira medieval

agradecimento friendly poets

© 2025 do autor

℗ genoma



permitida a reprodução total ou parcial desde que citada a fonte e o autor.




segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

destino _^_ branco


 fui poeta
sou fugidio
fui linho fino
sou maltrapilho
fui presente
sou passado
fui chama
sou cinzas
antes brisa
agora ventania

olhos castanhos
que a tudo observam
folhas caídas
cobertas pelo pó de cimento
cansadas fotografias mentais 
grande árvore grande árvore
onde se esconde o meu benteví

fui horizonte
sou destino
fui mentira
sou verdade
fui lágrima
sou riso
fui poente
sou alvorada
antes coadjuvante
agora protagonista

bem-te-vis louco e mendigo
bêbado cachorro e dama da noite
receber e retribuir o abraço da noite
minha vida minha vida
grande árvore caída 
e a rama começa a brotar
entre as rachaduras do piso de concreto

ilustração: web
arte: friendly poets
©2025 do autor*
®genoma

*permitida a reprodução total ou parcial desde que citada a fonte





 

segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

segunda-feira, 13 de janeiro de 2025

prestação de contas biênio 2023/2024

prestação de contas referente ao biênio 23/24, eis!


2023

tormenta 

25 comentários

934 views

sobre os malditos

23 comentários

885 views

o natal dos esquecidos

21 comentários

901 views

subtotais

69 total comentários

23 média cometários

2720 views

906 média views


2024

203

26 comentários

939 views

— enfim— meu poema de amor(ou) poema fragmentado

27 comentários

939 views

conversa sem pressa (ou preguiça)

29 comentários

963 views

ecos

29 comentários

971 views

subtotais

111 comentários

28 média comentários

3836 views

959 média views


totais e média biênio 2023/2024

180  total comentários biênio

26   média comentários biênio

6555 total de views biênio

937 média views biênio





























segunda-feira, 28 de outubro de 2024

ecos _^_ branco


 

ecos

no coração da floresta
luz e som se entrelaçam
arvores sussurram segredos 
e flores dançam ao ritmo das eras
cada passo 
um eco no cosmo

cores que transformam
sonhos em expansão
emoções em arco-íris
o tempo se dissolve
e o espaço
torna-se espelho

caminho por trilhas de névoa
sombras e formas translúcidas
silhuetas que bailam
em luz e escuridão
um labirinto de percepções
no qual
o eu se desfaz e
se recria

o pulsar da terra
um coração batendo sob meus pés
raízes se abraçam
pensamentos flutuantes
conectando o visível ao invisível
e a dama de verde sorri

sentimentos se solidificam
mar de sensações
cada respiração um poema
cada batida um mantra
e eu
parte do todo

o cavalo descansa
flutuo no tempo/espaço
viajante dos sonhos
despertando para a realidade
de que todos os fragmentos
tomam a mesma direção
em um tango cósmico
no eterno retorno ao lar




ecos por branco & friendly poets
© (2024) do autor
Ⓡ genoma 
ilustração anuradha darah

* permitida a reprodução desde que citada a fonte 





quarta-feira, 9 de outubro de 2024

segunda-feira, 26 de agosto de 2024

conversa sem pressa (ou preguiça)


 

 

estou sentado no meio-fio de uma rua antiga

com uma casa antiga atrás de mim

a última vez que sentei no meio fio

foi há tanto tempo 

e eu ainda sonhava

— a rua era de terra batida —

mas a casa

bem

morei nela 

— nos tempos que eu ainda sonhava —

bons tempos

tempo

que voa

e em minhas lembranças

voam nascimentos

aniversários

casamentos

mortes

presenças

ausências

alegrias

e decepções

as bolinhas de gude

os pés descalços e sujos

a vida ainda acontecia

 

escuto um olá que me desperta

um velho amigo de passagem

que para e senta-se ao meu lado

dois homens sentados no meio-fio

iniciando conversa

sobre futebol

sobre o clima

sobre as bundas e os peitos

sobre como as coisas mudaram

conversa calma

conversa sem pressa

dois velhos amigos velhos

conversando

morrendo

devagarinho




fotografia: Camilian Branco

©2024 do autor

Ⓡ genoma




segunda-feira, 12 de agosto de 2024

Nova publicação já tem data 28/08/2024

                                            a nova publicação  "conversa sem pressa ou preguiça"" será em 26/08/2024

segunda-feira, 17 de junho de 2024

— enfim — meu poema de amor (ou poema fragmentado)


 

— enfim — meu poema de amor (ou poema recortado)

 

I — era uma vez

era uma vez

e eu estava perdido e desesperançado

mas você me mostrou o caminho de casa

eram muitas vezes

e você dizia meu nome com tanta ternura

que me fez um homem melhor

eram — ainda — outras vezes

que sua presença aquecia meu coração

e o colocava para descansar



II — ondas

ondas de amor emanavam de você

e o seu sorriso

era o motivo que o sol precisava

para nascer todos os dias

ondas de ingenuidade fluíam de você

e essa alegria não escondida

fazia com que as nuvens brincassem

de fazer desenhos na grande tela azul



III — mocinha

 mocinha

você foi a rainha de setembro

redecorando todos os cômodos de minha alma

plantando flores nos meus vazios vasos internos

você foi a artista

que repintou meu rosto emburrado

desenhando um sorriso novo e verdadeiro




IV — lembrança

ainda guardo em mim sua lembrança

e a noite quando me deito

não tenho medo dos sonhos ruins

sei que onde você estiver

seu amor me guarda

e me faz ser exatamente o que sou



V — acordar

acordar sorrindo

acreditando em milagres e magias

espreguiçar

olhar pela janela

e saber que você me fez ser

o meu próprio era uma vez




ilustração: web

©2024 do autor

autorizada a reprodução desde que citada a fonte.

quinta-feira, 6 de junho de 2024

nova publicação já tem data

a nova publicação “enfim meu poema de amor (ou poema fragmentado)” estará disponível no dia  17/06/2024.

segunda-feira, 11 de março de 2024

203 _^_ branco

 


alguém parado

 na plataforma

aguardando

outros

 - como ele -

esperam

mesmos sentimentos

não compartilhados

e o trem corre

pelos trilhos

do tempo

e os que entraram

na estação anterior

apenas observam

a paisagem

passado

futuro

inexistem

apenas estar


alguém percebe

um por de sol

diferente

tudo o que

se fez

ou 

se deixou

de fazer

o sábio

o tolo

nada importa

um estranho

zumbido

entra

pelos ouvidos

e causa

um maravilhado

estranhamento

total desconhecimento

apenas desfrutar


trilhos percorridos

em direção 

ao deleite

luz branca

que

não é luz

deixado

no espaço

planando

na paz

e o

grande compositor

revela 

a partitura

da grande 

sinfonia cósmica

um gesto 

da mão

invisível

e

estrelas explodem

florescem planetas

do nada

o tudo

sem lágrimas

sem gargalhadas

apenas a vontade

imensa

de renascer

de novo

e 

de novo




©2024 do autor

ilustração imagem net

                  nome     p.a.