do
corporativismo
penso que o
pior de todos
é o acadêmico
sentam-se em
mesinhas de boteco
e discutem por
longas horas
fatos e fotos
dos quais não
têm a menor ideia
mas sempre têm
uma solução
para o mundo
seus dogmas são
intocáveis
e seus altares imutáveis
impassíveis
irrevogáveis
são suas
decisões
ao contrário de
outros
— como o tabaco
a farmacêutica
ou empreiteiras
que
comprovadamente
sugam e matam
pessoas —
o acadêmico é
autoflagelante
pois cada vez
mais
se limita a
regras e formatos
que o diminui
o que parece
ser uma contradição
crê-se a
supremacia intelectual
pobres coitados
não têm a
mínima ideia da concepção
corporativista
a que me refiro
e chico não
devolveu o jabuti
©2026 do autor
℗2026 genoma
ilustração/foto internet
30 comentários:
Diferente e viceral. Bravo!
Algumas verdades que precisavam ser ditas.
Tirando o pó e mostrando que os ídolos estão carcomidos. Histórico!
Sensacional! A piada final quebra o subjetivo e apresenta o fato e ainda funciona como um pós crédito dos filmes da marvel. Por isso você é grande!
Diferente.
Bravo, Wirso!!!!
👏👏
Sensacional meu amigo. Sem falar na soberba deles. 👏👏👏👏👏👏👏
Muito lindo. Parabéns
Como sempre, cada vez melhor. Parabéns!
Verdade amigo, sempre via e vejo nas mesinhas são os últimos a irem embora. Parabéns 👏🏼.
Nelson , abraço 🫂.
Parabéns amigo, disse tudo é real e verdadeira. Bravo!!!
Exatamente isso.
É isso...
Nada mais verdadeiro. Parabéns!
SURREAL!
👏👏👏👏👏👏👏
Quando comecei a ler este poema, ele imediatamente me remeteu a Bentevi. Li com atenção redobrada e, depois, reli Bentevi. Foi então que entendi o motivo dessa relação: Bentevi é um manifesto gentil e poético contra os acadêmicos de plantão.
Este, por sua vez, é a marca no chão, o risco na terra, demarcando seu território de forma agressiva e visceral.
Uma pequena joia que pode ser tomada como um simples poema de contestação, mas é mais do que isso — e o final comprova. Ao colocá-lo várias linhas abaixo, é como se o autor permitisse ao leitor um breve respiro antes de desferir o golpe de misericórdia.
Nesse sentido, o fecho não apenas conclui, mas reconfigura a leitura do todo. O herói ali apresentado, destituído de escrúpulos, rompe com qualquer expectativa de conciliação.
Acir
Esse é o meu amigo. Colocando dedo na ferida sem medo ou dó.
Um assunto delicado tratado com a devida seriedade e competência. Parabéns.
Lembra quando a gente sentou só lado de um pessoal desses num bar? Foi um massacre.
Um belo puxão de orelhas. Nada como saber sobre o que fala. Seguro, belíssimas comparações e o estilo, esse é só seu.
Pai, quando acho que vai ser algo tranquilo, você me surpreende.. mais uma poesia brilhante
O final matador. O intelectual sem caráter para justificar. Um achado digno de gênio.
Estranho como as coisas mudaram. Antes eles queriam mudar o mundo e hoje eles querem todos pensando igual. Um subsidio sempre cai bem. Poucos tem a sua coragem de se colocar a margem dos vendidos.
Sua visão é completamente distorcida. Tudo o que foi feito em literatura e nas artes em geral seguiu padrão, normas e condutas para que se atingisse um nível de beleza superior. Você critica tudo isso e tenta ser o diferentão. Triste ver o caminho que você escolheu.
Aguardei a sua resposta para a critica do Marcos, no entanto, o seu silêncio foi a jogada de mestre, não levar adiante uma discussão de mesa de boteco. Uma bela reflexão poética feita por um poeta digno de seus escritos. Bravíssimo!
Eles jamais entenderão.
Parece que tem história atrás dessa história e dá pra intuir qual é. E lord white pairando pleno e respondendo elegantemente
Sempre nos surpreendendo.
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